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Para vencer as incertezas pelo coronavírus, mundo precisa pensar em mais justiça social


Debate no Centro de Estudos Barão de Itararé projeta cenários para depois da passagem da pandemia

Foram abordados temas como melhores estratégias para preservação da vida, questões econômicas centrais, propostas dos setores progressistas e atuação do governo de extrema-direita de Jair Bolsonaro.


Patrícia destacou as singularidades da crise que vem junto com a pandemia. “É uma situação diferente. Se faz paralelos com outras crises para tentar imaginar saídas, mas o grau de incerteza que o vírus nos traz é enorme. Se pensarmos que não sabemos exatamente o que ele é, qual o desenvolvimento, se podem ter remissões. O grau de incerteza é enorme em relação a quanto tempo isso vai durar”, disse.


Logo de início, a pesquisadora sentencia o grande desafio da pauta. “É muito difícil qualquer previsão econômica, pela incerteza. Tem muito a se discutir sobre retomada, mas é muito difícil quantificar o tamanho das perdas de vidas e também de economias.


Certamente, vamos sair desta crise diferentes. Não seremos os mesmos. Isso é possível registrar”, completou.


Conjunto destrutivo


Dowbor, por sua vez, fez críticas ao modelo de produção capitalista liberal, cuja marca é tratar com desprezo os recursos humanos e naturais. São preços que as sociedades tendem a pagar com tragédias. “Poluem com produtos químicos, devastam, deixam regiões mortas, sem florestas ou cobertura vegetal, (provocam) mudanças climáticas, temperaturas altas. A situação tende a ser catastrófica. Estamos destruindo o planeta. Somos mais de 7 bilhões consumindo mais e mais, não temos mais capacidade de recuperar o planeta”, disse.


Outro fator sistêmico que implica em mais caos é a desigualdade social naturalizada pelo capitalismo. “Com tamanha desigualdade não se governa mais. Veja o Brasil. Ninguém governa a Turquia. Veja os Estados Unidos entrando em subdesenvolvimento. É desesperador pais vendo filhos que não terão oportunidades. Pessoas passam fome mesmo produzindo tanto alimento. Não tem razão para a fome. Então, nosso problema é de pacto, de organização social”, completou.


O professor coloca o vírus no meio deste jogo em que todos perdem. “Esta pandemia se espraia muito rapidamente. Quando você espera que ele se espalhe muito para começar a agir, os impactos são maiores, os custos são maiores. É o desgaste de recurso. Então, isolar as pessoas é essencial neste momento. É um processo que significa também repassar dinheiro para as famílias (…) temos que, de imediato, assegurar uma transição para uma coisa mais organizada no sentido de pensar para além dos três meses”, aponta, referindo-se ao tempo inicialmente previsto para durarem as medidas de isolamento social recomendadas pela OMS para reduzir os impactos da disseminação da covid-19.


Rede Brasil Atual

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